domingo, 17 de maio de 2015

#413


Simples...
@ "Vila do Conde - The Style Outlets", Vila do Conde


...porque nada realmente importa!
Ou então talvez importe, sim, e apenas não possa ser expressado melhor.


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Obrigado, Catarina, por me levares nos teus pés! :)
Obrigado por comprovares que o que realmente interessa é tão simples quanto isto.
E basta olharmos com atenção!


sábado, 16 de maio de 2015

#412


Parabéns, querida avó.
@ casa da avó


Grande mulher. Guerreira de mão cheia.
O olhar mais bonito. Repleto de verdade, emoção bruta, intenção carregada de amor. O único profundo azul.
As mãos que o tempo marcou. E que me marcaram ao longo do tempo. As mãos que seguram as minhas com uma força suave. Uma força de quem está ali, presente. A mesma com que vai enxugando as lágrimas que irrompem nalguns dias.
A palavra certa e a preocupação infinita. A porta que se abre.

Querida avó. Minha querida avó.
O silêncio que leva sempre ao pensamento. A subtileza que inebria.
Que a vida me prenda a si por muito tempo. Sem egoísmo. Com estoicismo.
Que a mesma vida nos abrace até se cumprir o infinito. Porque merecemos.

Parabéns, minha querida avó.
Com todo o amor.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

#411


Pé na terra!
@ Jardim do Calvário, Avenida Egas Moniz, Penafiel


na terra,
pé no chão.
Pé que não se encerra
e que procura emoção.

na terra.
pé no chão.
Pé que se desterra
a passo do coração.

Pé na terra,
pé no chão.
Pé que carrega
o que não cabe na mão.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

#410


Nada?
@ Passeio dos Clérigos, Porto


E, de repente, o nada.
O nada que transborda
de sensações à flor da pele.
O silêncio e um arrepio,
o sol e um chilreio,
o verde e o descanso.
A verdade do corpo sobre si mesmo,
rasgando as entranhas revolvidas
- como pode soar a peso,
mas ser tão bom!

Há nadas que valem tanto...
E tanto é tão pouco.

Deitado,
reconheço-me no toque da relva.
Suave e atrevido,
desafiante, sem perder de vista.
Na certeza de que, aqui,
pude ser apenas e só o que devia
- porque não há maior imposição
do que a que surge sem se impor.

Não posso chamar-lhe "nada"
porque em nada foi nada.
Foi "tanto", isso sim.
E tanto é tão pouco.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

#409


Vi-me grego...
@ Praça de Gomes Teixeira, Porto


...e não, não foi como o iogurte!
[Até porque o meu nome é Francisco e não Oikos.]


terça-feira, 12 de maio de 2015

#408


Sala de espera.
@ Clínica Médica Arrifana de Sousa, Penafiel


     «O silêncio impera. É muito cedo e ninguém está para grandes conversas. (...) "As melhoras!" "Saúde!", são os votos de quem está de saída. (...) Ao mesmo tempo entra um senhor gorducho de guarda-chuva em punho e boné na cabeça. Um compadre cumprimenta-o. "Então, estás bom?" "Achas? Se eu estivesse bem não estava aqui."»

(in "Sala de Espera", revista Cristina® #1)


segunda-feira, 11 de maio de 2015

#407


Floral(não)mente.
@ casa


Seja em casa ou fora dela,
temos sempre que apreciar
a natureza que, tão bela,
se abre como uma janela
para se fazer notar.

A primavera chegou, agora sim!
Trouxe o sol, o calor e as flores.
Esta estação é, para mim,
a que não deveria ter fim
porque é a das mais belas cores.