quinta-feira, 16 de junho de 2016

#641.1


E tu, "estás onde queres estar?"
@ Largo dos Lóios, Porto


Arrebatado.
Não pela fluorescência do verde
ou pela alienígena confrontação.
Não tanto pelo inusitado
ou sequer pelo inesperado.
Sobretudo pelo estado de alma.
Pela entrega.
Essa que se vestiu de impropriedade,
tornando-se tão própria
e tão proprietária de todas essas almas que se desalmaram ali.
Como a minha.
(E como a dela, pelos vistos!)
Como tantas e tantas que, nesse fluorescente verde,
ficaram pálidos e invisíveis. Quase mudos.

     E mudo fiquei.
     Porque, como tantos, leio e mudo.
     Mas talvez não mude tudo. Ou sequer o suficiente.

          Sabes... Não sei se estou onde quero estar!
          Ou então sei e não estou. Ou estou e não sei. Não sei.
          Se um dia te encontrares, escreve-o aí.
          Pode ser que eu te encontre. E me encontre.
               E aí estaremos, quem sabe, onde realmente queremos estar.


1 comentário:

  1. Talvez nunca estejamos onde queremos.
    Talvez estejamos sempre onde queremos sem saber que queremos.
    Talvez nunca estejamos onde queremos, mas estamos onde devemos.
    Talvez nunca nos encontremos.
    Talvez sejamos o lugar um do outro.

    ResponderEliminar